Santa Catarina registrou o resgate de 1.131 trabalhadores em condições análogas à escravidão entre 1995 e 2024 e contabilizou 158 ocorrências relacionadas ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo no mesmo período. Também foram registradas 125 ocorrências de tráfico infantil.
Os dados foram divulgados pelo MPT-SC (Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina), com base em informações do SmartLab, plataforma do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), em alusão ao Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, celebrado nesta quarta-feira (30).
Segundo o MPT-SC, os números mostram que Santa Catarina ocupa uma posição dupla nesse cenário, além de registrar vítimas exploradas em seu território, o estado também é local de origem de trabalhadores aliciados por redes criminosas.
Conforme o levantamento, 472 trabalhadores resgatados eram naturais de Santa Catarina, enquanto outros 511 residiam no estado quando foram identificados em situação de exploração. Para o MPT-SC, esses dados evidenciam a complexidade das redes de tráfico de pessoas e trabalho escravo contemporâneo.
Entre 1995 e 2024, a média foi de 37,7 trabalhadores resgatados por ano no estado. Do total, 63% atuavam no setor agropecuário, e o perfil predominante das vítimas é de jovens entre 18 e 24 anos.
Como parte da campanha Mês Azul, o FETPSC promoverá uma programação com atividades presenciais e on-line abertas ao público para conscientizar a população sobre o tráfico de pessoas e fortalecer a rede de proteção em Santa Catarina.
Segundo o MPT-SC, as ações buscam ampliar o debate sobre o tema, incentivar denúncias e reforçar a prevenção ao trabalho escravo contemporâneo e a outras formas de exploração humana.
Casos suspeitos de tráfico de pessoas ou trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100.
FONTE: NDMAIS
Link: https://ndmais.com.br/seguranca/sc-e-origem-e-destino-de-vitimas-do-trafico-de-pessoas-e-soma-mais-de-1-mil-resgates-de-trabalhadores-escravizados-aponta-mpt-sc/
