Santa Catarina registrou salário médio mensal de R$ 3.777,55 em 2024 e aparece entre as cinco unidades da Federação com as maiores remunerações do Brasil, de acordo com as Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgadas nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ranking nacional, o Estado fica atrás apenas do Distrito Federal (R$ 6.845,13), Rio de Janeiro (R$ 4.501,35), São Paulo (R$ 4.423,04) e Rio Grande do Sul (R$ 3.841,48). A média catarinense também supera a de estados como Mato Grosso do Sul (R$ 3.798,16), Paraná (R$ 3.731,30) e Amazonas (R$ 3.627,07). Em todo o país, o salário médio foi de R$ 3.932,45.
Na outra ponta do levantamento, Alagoas apresentou a menor remuneração média do Brasil, com R$ 2.720,88. Também aparecem entre os menores valores Ceará (R$ 2.924), Paraíba (R$ 2.969,49), Piauí (R$ 2.987,94), Pernambuco (R$ 2.992,65) e Maranhão (R$ 2.999,87).
O destaque nacional ficou com o Distrito Federal, cuja média salarial alcançou R$ 6.845,13, cerca de R$ 2,9 mil acima da média brasileira e mais de R$ 2,3 mil superior à registrada no Rio de Janeiro, segundo colocado no ranking.
O levantamento do IBGE também mostra que os setores que concentram a maior parte dos empregos formais nem sempre oferecem os maiores salários.
Das 20 atividades econômicas analisadas, os 10 segmentos com maior número de assalariados reúnem mais de 48,9 milhões de trabalhadores, o equivalente a mais de 90% dos empregados formais do país. Entre eles, seis pagam remuneração média inferior aos R$ 3.932,45 registrados no Brasil.
O setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas é o maior empregador, com quase 10 milhões de trabalhadores (18,2% do total), mas oferece salário médio de R$ 2.797,83, um dos menores entre as atividades pesquisadas.
Outro exemplo é o segmento de atividades administrativas e serviços complementares, responsável por mais de 5,7 milhões de empregos formais (10,6% do total), com remuneração média de R$ 2.392,97. Apenas alojamento e alimentação apresenta salário inferior, de R$ 2.080,17.
Já entre os setores com menor participação no mercado de trabalho estão os maiores salários médios. Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que representam aproximadamente 0,1% dos assalariados, lideram com remuneração média de R$ 9.678,61.
Na sequência aparecem os segmentos de eletricidade e gás, com média de R$ 8.539,07, e de atividades financeiras, seguros e serviços relacionados, com R$ 8.430,55 para cerca de 1,3 milhão de trabalhadores.
Brasil ultrapassa 10,6 milhões de empresas
Segundo o Cempre, o Brasil encerrou 2024 com aproximadamente 10,6 milhões de empresas e outras organizações formais em atividade, crescimento de 5,8% em relação ao ano anterior.
Essas organizações empregavam cerca de 68 milhões de pessoas, das quais 54 milhões eram assalariadas.
FONTE: NSCTOTAL
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