Rota da propina em Blumenau tinha de dinheiro vivo no frigobar até notas frias em posto

11/06/2026

O dinheiro da propina envolvendo contratos como os da segurança nas escolas de Blumenau teria percorrido o mesmo caminho em todas as transações ilegais, sustenta o Ministério Público. A informação consta nos documentos sobre a investigação do caso, cujo conteúdo o NSC Total teve acesso. Batizada de Sentinela, a operação que trouxe o esquema à tona foi deflagrada no mês passado.

Na prática, detalha ainda o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os então servidores comissionados César Botelho, chefe de gabinete do ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL), e André Espezim, ex-secretário de Comunicação, teriam se beneficiado de contratos feitos entre a prefeitura e o grupo Orcali para serviços especializados, de segurança patrimonial e limpeza urbana, entre 2021 e 2024.

Para isso, Botelho teria manipulado processos licitatórios, usado o cargo estratégico para desclassificar concorrentes e favorecer a Orcali, sustenta ainda a investigação. A empresa era a principal prestadora de serviço da prefeitura de Blumenau até este mês. Somente no período analisado pelo Gaeco, recebeu R$ 257 milhões do município.

Uma vez selecionada, a Orcali teria retribuído com cerca de 5% de propina aos funcionários públicos, calcula o Ministério Público, que rastreou a movimentação suspeita de mais de R$ 760 mil. O dinheiro chegava em cédulas em um sofisticado esquema que envolvia emissão de documentos fiscais simulados ou superfaturados, descreve ainda o Gaeco.

FONTE: NSCTOTAL
Link: https://www.nsctotal.com.br/noticias/rota-da-propina-em-blumenau-tinha-de-dinheiro-vivo-no-frigobar-ate-notas-frias-em-posto

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