Santa Catarina atingiu uma marca que acendeu um novo alerta no cenário político estadual: desde agosto de 2020, 30 prefeitos foram presos durante o exercício do mandato, número que já ultrapassa 10% dos 295 municípios catarinenses.
O caso mais recente aconteceu nesta terça-feira (19), com a pr1sã0 do prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), alvo de investigação envolvendo suspeitas de fr4ud3 e corr4pçã0 em obras públicas.
O levantamento mostra que a sequência de operações policiais transformou Santa Catarina em um dos estados com maior número de gestores municipais presos nos últimos anos, atingindo cidades de diferentes regiões e partidos políticos.
Entre os casos de maior repercussão está a Operação Mensageiro, responsável sozinha pela pr1sã0 de 17 prefeitos. A investigação apura suspeitas de corr4pçã0 envolvendo contratos de coleta e destinação de lixo em diversas prefeituras catarinenses.
A lista inclui municípios importantes como Itapoá, Lages, Tubarão, Criciúma, Barra Velha e Garopaba.
Entre os partidos com mais prefeitos presos no período aparecem MDB, PP, PL e PSD. Segundo os dados divulgados, nove prefeitos presos eram filiados ao MDB, seis ao PP, cinco ao PL e quatro ao PSD.
As investigações também revelaram um padrão recorrente: contratos ligados a lixo urbano, obras públicas, licitações e lavagem de dinheiro aparecem entre os principais focos das apurações conduzidas pelo Ministério Público e pelas forças policiais.
Mesmo após as operações, parte dos gestores investigados retornou à política. Alguns foram soltos, outros renunciaram e há casos de prefeitos reeleitos após terem sido presos.
FONTE: JORNAL DOS BAIRROS – ITAJAÍ
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