Áudio de Bianca Wachholz indica que ex-namorado planejou assassinato

BLUMENAU - A voz é de uma mulher desesperada. O conteúdo do que ela diz reforça a tese de que sua morte foi planejada. Cerca de uma hora e meia antes de Éverton Balbinott de Souza invadir armado de um revólver a casa da ex-sogra, no dia 25 de julho, Bianca Wachholz, 29 anos, gravou um áudio relatando ameaças de morte que havia recebido na noite anterior.

Bianca conta que foi com Éverton até a imobiliária para resolver questões do contrato de aluguel do apartamento onde os dois viveram. Ela acompanhou o ex no carro dele. Depois que saíram do local, Éverton a obrigou a ir com ele até o apartamento. A designer tentou sugerir que resolvessem por WhatsApp, mas ele negou.

“Aí a gente começou a discutir, não sei o quê, aí ele sacou a arma e ele apontou pra minha cabeça. Ele começou a me ameaçar de morte, se eu não ia ficar com ele, eu não ia ficar com mais ninguém. Que eu só ia sair do apartamento dentro de um saco preto. Daí, enfim, a gente ficou um tempo, eu implorando pra ele. Ele falou que ia matar nós dois”, relata, aos prantos.

Desesperada, Bianca sentiu-se obrigada a dizer a Éverton que vai reatar o relacionamento. Na gravação, quando descreve a volta para casa, a mulher amedrontada relata: “ele falou que ia fazer uma merda na frente da minha mãe”.

Bianca termina o áudio dizendo que está na casa da mãe e que não sabe o que fazer. Conta que o ex-namorado acreditava que ia encontrá-la à noite, mas que estava com medo e não queria dormir com ele.

Ouça o áudio na íntegra:

A advogada da família de Bianca, Thaynara G. Demarch, explicou que a vítima enviou o áudio para um amigo do casal. Ela pediu que ele conversasse com Éverton para que ele parasse com as ameaças.

Bianca já havia sido agredida por Éverton em outras oportunidades. Uma foto em poder dos advogados da família mostra a jovem com o olho roxo, rosto inchado e lábio machucado. A advogada sustenta que, neste caso, os dois haviam brigado por questão de ciúmes em um estabelecimento do Centro da cidade.

“Dentro do carro, ele colocou a cabeça dela no meio das pernas e começou a bater na cabeça dela. No meio disso ele conseguiu cortar a boca dela e deixar o olho roxo. Inclusive, neste mesmo dia ela pediu pra ir pra casa da mãe, ele levou até na frente da casa, fez a volta, levou ela para o apartamento e lá continuaram as agressões”, afirma a advogada.

Thaynara pretende anexar tanto a foto quanto o áudio ao processo que Éverton responde por feminicídio.

“A gente consegue, através de um dossiê que as próprias amigas haviam guardado, que ela já vinha sofrendo há algum tempo. Ela relata coisas absurdas não só no dia em que aconteceu a sua morte”, reforça outro advogado da família, Alexandro Roberto Maba.

Para Maba, o áudio também revelaria um crime adicional cometido por Éverton, o de ameaça. Ele pretende sugerir ao Ministério Público que solicite à Justiça a adição de mais esta acusação. O acusado já é réu por feminicídio e porte ilegal de arma. Se condenado, a pena pode chegar a 34 anos de prisão.

O que diz a defesa de Éverton Balbinott de Souza

A reportagem procurou na noite de quinta-feira o advogado João Fillipe Figueiredo, que representa Éverton no processo criminal. Ele afirmou que somente comentaria o que já está nos autos do processo.

Figueiredo defende que Éverton possa responder pelo crime em liberdade.

Fonte:OMunicipioBlumenau 

 

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