Bens do Diretor do Instituto Vidas que administra o Hospital Oase de Timbó são bloqueados após operação

O atual consultor de empresas do ramo de saúde, Richard Da Silva Choseki, e outras 17 pessoas envolvidas na Operação Sutura tiveram os bens bloqueados por uma liminar da Justiça catarinense. O valor total da retenção é de R$ 14,7 milhões.

Durante a operação montada para combater o suposto desvio de dinheiro público da saúde, Richard chegou a ser preso preventivamente por 72 horas para interrogatório na Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em Florianópolis (SC).

Atualmente, o ex-diretor-presidente do Instituto Vidas de Assistência à Saúde estaria prestando apenas serviços de assessoria na área. Um dos clientes dele seria o Hospital e Maternidade Dona Lisette (HMDL), em Taió, no Alto Vale do Itajaí (SC). Instituição esta que Choseki controlava enquanto duraram os convênios com o Vidas.

O sistema gerencia outras cinco unidades hospitalares no estado, além de cinco unidades de pronto atendimento e outros serviços especializados, de acordo com informações do site que a entidade mantém na internet.

Na tentativa de localizar Richard Choseki e repercutir o bloqueio dos bens determinado pela Justiça, o portal Alto Vale Agora procurou a assessoria de imprensa da Associação da Rede de Beneficência Cristã (Redeh).A empresa terceirizada que faz o serviço de comunicação, afirmou que ele não ocupa cargo na entidade. Ainda assim, fez contato com ele e, depois, emitiu a seguinte nota de esclarecimento: “O Richard tomou conhecimento da decisão do Ministério Púbico apenas hoje (23) e, em contato com seus advogados estes informaram não terem sido intimados da decisão que certamente será recorrida, pois novamente o judiciário não observou que de todo o período da denúncia o Richard esteve vinculado ao Instituto Adonhiran apenas nos três primeiros meses do contrato firmado com o Município de Penha, após esse período se desvinculou totalmente daquele projeto.”O comunicado acrescenta: “O Richard não possui nenhum cargo junto a Associação da Redeh, por um período esteve como presidente do Instituto Vidas que já não atua mais. Atualmente presta consultoria a diversas empresas do ramo da saúde.”

Como o hospital de Taió já havia dito que Choseki frequenta a instituição, houve um questionamento por aplicativo de mensagem instantânea à assessoria de imprensa da Redeh “Qual a atividade dele por lá? ”Cerca de uma hora depois, a assessora escreveu confirmando a atuação dele na unidade hospitalar taioense, mas, frisou que, presta assessoria ao Hospital Dona Lisette, como qualquer outro prestador de serviço.

A retenção dos bens (R$ 14,7 milhões) dos 18 envolvidos na Operação Sutura é uma estratégia para garantir o ressarcimento aos cofres públicos dos prejuízos causados pelo grupo e das multas em caso de condenação, informa o Ministério Público.O judiciário concedeu a liminar do bloqueio milionário a pedido da 1ª Promotoria de Justiça de Balneário Piçarras, litoral do estado.Conforme a denúncia, a fraude envolveu o Instituto Adhoniran de Assistência à Saúde, a prefeitura de Penha e o Hospital Nossa Senhora da Penha.

Além de ter envolvimento com a Clínica Saúde e Vida Diagnóstico Ltda, o Centro Médico Coper-Vida Ltda e a empresa Plano Med Representações Ltda, no período de 2011 a 2016.A investigação da Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que os réus conseguiam forjar prestações de serviços de saúde da clínica e do hospital ao Município pagos por meio do convênio com o Instituto Adonhiran.A Operação Sutura também constatou o pagamento de contas superfaturadas e de serviços não executados ao Centro Médico Coper-Vida e à Plano Med Representações, empresas administradas por Richard Choseki, por meio do mesmo esquema, informa o Ministério Público.Choseki nega o envolvimento, conforme nota reproduzida acima.R$ 2,4 milhões: dinheiro desviado era repartido.

A lista de acusados inclui um ex-prefeito, dois ex-secretários municipais de saúde e seis ex-servidores que ocuparam cargos comissionados que lhes permitiam aprovar a prestação de contas em convênios com a administração pública.

De acordo com o Ministério Público:“os réus teriam usado de seus cargos públicos e de suas posições nas instituições conveniadas para embolsarem R$ 2.452.847,10 dos cofres municipais e, com isso, enriquecerem ilegalmente às custas do erário.”Além da acusação de “enriquecimento ilícito”, as investigações apontaram que houve “danos ao erário do Município de Penha por atos de improbidade administrativa”.A promotoria acusa: “o dinheiro desviado era dividido entre os envolvidos”.Da decisão, cabe recurso.

Fonte: Portal Misturebas/Portal Alto Vale

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