A legislação que proibiu a combinação entre álcool e direção no Brasil atinge sua maioridade enfrentando o desafio de se reinventar diante de novas formas de burla. Devido a um repique nos índices de criminalidade de trânsito observado nos últimos seis anos, o próximo passo das forças de segurança para oxigenar as blitze baseia-se no drogômetro, equipamento em fase de testes capaz de rastrear drogas e narcóticos pela saliva dos motoristas.
A Lei Seca, criada para conter os avanços dos crimes cometidos pelo uso de álcool no volante, completa 18 anos de vigência e contabiliza um legado histórico de vidas salvas.
A necessidade de aparelhos mais abrangentes ganha relevância quando avaliado o comportamento dos motoristas nas abordagens. Do total de 3,7 milhões de infrações lavradas no território nacional desde o início da vigência da norma, impressionantes 66% correspondem à recusa formal do condutor em assoprar o bafômetro.
Paralelamente às punições financeiras de quase R$ 3 mil e à perda provisória da CNH, o foco das autoridades migrou para a conscientização de base, usando o ambiente escolar e os filhos como fiscais familiares.
Os dispositivos estão sendo testados e poderão ser usados assim que forem certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
FONTE: NSC TOTAL
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