O fim do Ministério do Esporte

ESPORTES - Saiu ontem (31) um anúncio do futuro Ministério do governo Jair Bolsonaro com a definição de 15 pastas, o que significa uma redução de quase 50% das atuais 29 pastas do governo Michel Temer.

O Esporte, que gozava de caráter de Ministério desde 1995, passa a dividir a pasta com o novo Ministério da Educação, Esportes e Cultura. Aliás, desde o início da história institucional do esporte no país em 1937, o esporte fez parte do Ministério da Educação até ter a sua pasta específica.

Criado como uma divisão, quase sempre com administração e participação de oficiais militares, foi no Governo Fernando Henrique Cardoso que nasceu o Ministério Extraordinário do Esporte tendo como Pelé, o seu primeiro ministro.

A pasta mudou de nome no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso para Ministério do Esporte e Turismo e somente no Governo Lula, em 2003, que nascia o Ministério do Esporte.

Desde a sua criação nestes 23 anos foram 11 ministros até o atual Leandro Cruz Fróes da Silva assumir o cargo em 10 de abril passado.

No seu site oficial, o Ministério do Esporte é definido como "responsável por construir uma Política Nacionial de Esporte. Além de desenvolver o esporte de alto rendimento, o Ministério trabalha ações de inclusão social por meio do esporte, garantindo a população brasileira o acesso gratuito a pratica esportiva, qualidade de vida e desenvolvimento humano".

No site, são relacionados alguns programas e ações como Plano Brasil Medalhas, Rede Nacional de Treinamento, Centro de Iniciação ao Esporte, Centros Olímpicos de Treinamento, Bolsa Atleta, Segundo Tempo, Atleta na Escola, Brincando com Esporte, Esporte e Lazer da Vida, Vida Saudável, Futebol Feminino, Seleções do Futuro, Sistema Nacional do Esporte, Diesporte, Estádio Mais.

A pasta desde os Jogos Olímpicos do Rio 2016 tem tido constantes cortes de orçamento. Em 2016, o pico de toda a sua existência, eram 1,7 bilhões de reais. A previsão do próximo ano seria de 656 milhões de reais, o que representaria uma redução de 478 milhões do orçamento deste ano. Com a mudança das pastas, estes valores vão ser revisados.

Não são muitos países ao redor do mundo que tem um Ministério exclusivo para os esportes. Entre as principais nações esportivas, China, Rússia, França e Coreia do Sul.

Ainda é cedo para qualquer avaliação crítica pela decisão. Inicialmente, qualquer aproximação do esporte com a educação teria benefícios diretos para o esporte de base, o esporte educacional, entreanto, minimizam o foco e os investimentos no esporte de alto rendimento.

A decisão anunciada hoje já era esperada. A palavra esporte não era sequer mencionada no programa de governo registrado pela candidatura Jair Bolsonaro no TSE. O fim do Ministério não representa necessariamente os investimentos e a atuação na esfera esportiva, mas ligam um alerta que pode deixar a pauta de lado nas prioridades nacionais.

Sempre é bom lembrar que dados da ONU e Organização Mundial da Saúde, para cada dólar investido no esporte são economizados três dólares na saúde pública.

Fonte:Globo.com 

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