Flu receberá R$ 6,7 milhões em acordo com Scarpa, que exigiu termo "conduta correta" em nota

ESPORTES - O fim da longa novela envolvendo Fluminense, Gustavo Scarpa e Palmeiras foi anunciado nesta quarta-feira. No anúncio, porém, o clube carioca não havia revelado valores e detalhes. Informações que vieram à tona horas depois.

 

  • Como parte do acordo, o Tricolor receberá 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 6,7 milhões) do clube paulista. Tal informação foi divulgada pelo jornalista Guilherme Bianchini, do Jornal do Brasil, e confirmada pelo GloboEsporte.com.
  • O valor será descontado das luvas que o Palmeiras pagaria ao meia. Em janeiro, quando assinou com o atleta, o time paulista havia combinado o pagamento de 6 milhões de euros (R$ 23,5 milhões) a Scarpa e intermediários ao longo de três anos. 
  • O dinheiro será usado pela diretoria do Flu para pagar salários atrasados.
  • Scarpa também abriu mão das dívidas que o seu ex-clube ainda tinha com ele. O montante é de R$ 735 mil, referente a atrasados do FGTS (junho a novembro de 2017, direitos de imagem (agosto a novembro de 2017), o 13º salário de 2016, férias e o salário de novembro de 2017, de quase R$ 135 mil. 
  • Em contrapartida, Scarpa exigiu que o Fluminense usasse o termo “conduta correta” no comunicado. Confira o texto:

 

“O Fluminense Football Club comunica que chegou a um acordo com o atleta Gustavo Scarpa e com a Sociedade Esportiva Palmeiras. O clube sempre buscou este caminho e deseja ao atleta sorte e sucesso no restante da carreira. Agradecemos ao atleta pelo profissionalismo, dedicação e conduta correta durante todo o período em que esteve conosco”

 

  • O Fluminense terá direito a um percentual em uma futura venda do jogador.
  • As partes entraram também em acordo com a Traffic. A empresa detinha 40% dos direitos econômicos do jogador.
  • O acordo foi assinado na última terça-feira e será homologado na Justiça nos próximos dias.

 

Com multa rescisória avaliada em R$ 200 milhões, Gustavo Scarpa entrou na Justiça para se desvincular do Fluminense em dezembro de 2017, alegando atrasos em pagamento de vencimentos, incluindo direitos de imagem e FGTS. O processo movido pelo meia contra o Flu tinha valor de R$ 9,282 milhões. Começava então o imbróglio.

No início de janeiro, o jogador teve negado um pedido de liberação antecipada enquanto o processo estivesse em andamento. No dia seguinte, porém, o atleta entrou com um mandado de segurança em segunda instância e conseguiu se desvinvular do time carioca.

Ele foi anunciado pelo Palmeiras em 15 de janeiro e atuou disputou oito partidas pelo novo clube, marcando dois gols. A liminar, porém, foi cassada pelo TRT em março e referendada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) posteriormente.

No final de junho, o jogador conseguiu novamente sua liberação do Fluminense na Justiça por meio de um habeas corpus concedido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. Logo depois, ele acertou o retorno ao Palmeiras.

Em agosto a Justiça chegou a determinar o arresto de R$ 200 milhões - valor da multa rescisória com o clube carioca (medida preventiva que consiste na apreensão judicial dos bens do devedor, para garantir a futura cobrança da dívida), mas a determinação foi derrubada no mesmo dia.

Desde então, os clubes e o jogador retomaram as conversas para chegar a um acordo e botar um ponto final no imbróglio.

Fonte:OGlobo

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