Mais de 40% das cidades de Santa Catarina perderam moradores em 2018, diz IBGE

GERAL - Dados da estimativa populacional de Santa Catarina divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 128 municípios do Estado tiveram redução no número de habitantes no último ano. O número representa 43,38% das 295 cidades catarinenses. As dez maiores quedas estão no Oeste do Estado.

De acordo com o IBGE, o êxodo populacional neste ano foi superior ao registrado em 2017, quando 99 cidades tinham apresentado redução populacional. O município com maior perda proporcional foi Piratuba, no Meio-Oeste. A cidade vizinha de Campos Novos está atualmente com 3.965 moradores, uma queda de 3,64% em relação ao último ano.

Em Galvão, no Oeste de Santa Catarina, 102 moradores deixaram a cidade, conforme a estimativa do IBGE. Com isso, a população caiu de 3.058 pessoas para 2.956. Situação semelhante ocorreu em Frei Rogério, que perdeu 3,22% dos habitantes e, agora, tem 2.077 habitantes.

Números refletem tendência, diz professor

Para o professor de gestões públicas da Univali, Eduardo Guerini, os números refletem uma tendência ao fenômeno chamado de "metropolização", em que as pessoas deixam cidades menores em busca de novas oportunidades nos grandes centros, em especial, no Litoral do Estado.

— Essa concentração causa impactos para a população, principalmente nos serviços públicos — diz o professor. 

Para ele, a descentralização da administração pública, proposta por governos recentes em Santa Catarina, não se reverberou nas cidades menores, já que os melhores serviços públicos seguiram sendo oferecidos nos municípios com maior densidade populacional.

 

 

Importância dos dados

A divulgação desses dados pelo IBGE é prevista em lei e tem como objetivo a adequação de políticas públicas e de investimentos, como o cálculo de Fundo de Participação de Estados e Municípios. A estimativa é feita com base em cálculos matemáticos, que levam em conta a variação populacional entre os censos de 2010 e 2000. Os dados são calculados até o mês de julho deste ano.

Conforme os municípios têm variações negativas ou positivas na taxa de crescimento populacional, os recursos do fundo destinado às cidades pode variar para cima ou para baixo, seguindo um coeficiente matemático.

No caso das cidades catarinenses, neste ano, o município de Guaraciaba, na fronteira com a Argentina, é o único que deve ter redução nesse coeficiente, de acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios. Como consequência direta, a cidade deverá receber menos dinheiro do fundo em 2019.

Por outro lado, outras seis cidades tiveram aumento no coeficiente: Brusque, Imbituba, Pouso redondo, São Francisco do Sul, São Lourenço do Oeste e Tijucas. Em todas elas, os recursos do fundo devem ser ampliados no próximo ano.

Crescimento no litoral norte

Enquanto as cidades do oeste sofrem com a migração de moradores, as cidades litorâneas voltaram a apresentar resultados positivos. O destaque ficou para o litoral norte, que tem oito das dez cidades com maior crescimento populacional do estado.

Dentre elas, a que mais cresceu, segundo o IBGE, foi Araquari, que teve aumento de 4,09% na população, no último ano e chegou a 36.710 habitantes em 2018. Em segundo lugar, aparece Itapema, com aumento de 3,37% na população. A cidade vizinha de Balneário Camboriú tem atualmente 63.250 habitantes.

O terceiro lugar, porém, ficou com São João Batista, na Grande Florianópolis. Atualmente com 36.244 moradores, a cidade teve crescimento populacional de 3,37%, na comparação com 2017, segundo o IBGE.

 

 

População do estado cresce acima da média

Apesar de ter um alto número de cidades que perderam moradores, a população estimada de Santa Catarina subindo. De acordo com o IBGE, o número de moradores do Estado subiu de 7.001.161 para 7.075.494, no último ano. 

O crescimento de 1,06% é maior que a média nacional. Conforme o IBGE, a população brasileira estimada é de 208,5 milhões, um aumento de 0,83%, em relação ao ano anterior.

De acordo com o IBGE, Santa Catarina segue com 13 cidades com mais de 100 mil habitantes. Elas concentram, ao todo, 45,1% de toda a população catarinense. 

Confira abaixo a lista das maiores cidades do Estado:

Joinville - 583.144 habitantes 
Florianópolis - 492.977 habitantes 
Blumenau - 352.460 habitantes 
São José - 242.927 habitantes 
Chapecó - 216.654 habitantes 
Itajaí - 215.895 habitantes 
Criciúma - 213.023 habitantes 
Jaraguá do Sul - 174.158 habitantes 
Palhoça - 168.259 habitantes 
Lages - 157.743 habitantes 
Balneário Camboriú - 138.732 habitantes 
Brusque - 131.703 habitantes 
Tubarão - 104.937 habitantes

 

 

Números absolutos

Com base nos dados do IBGE, o Diário Catarinense avaliou as variações populacionais também em números absolutos. Nesse recorte, a cidade que mais recebeu novos habitantes foi Florianópolis, que teve aumento de 7.139 pessoas no último ano. Caso o ritmo de crescimento siga o mesmo, em 2019, a capital catarinense poderá alcançar a marca de meio milhão de habitantes.

Em segundo lugar, aparece Joinville. A maior cidade do Estado em número de moradores ganhou mais 6.067 pessoas no último ano e agora tem 583.144 moradores. O terceiro lugar ficou com Blumenau, onde a população estimada é de 352.460, alta de 3.947 pessoas em relação a 2017.

 

 

Já as maiores quedas populacionais foram registradas em Lages, Correia Pinto e Imaruí. Na principal cidade da Serra Catarinense, a população diminuiu em 765 pessoas e agora chega a  157.743, no total. 

Em Correia Pinto, houve redução de 318 moradores, deixando a cidade com 13.040 habitantes. Já Imaruí está atualmente com 10.326 moradores, 245 a menos que em 2017.

 

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