Após a britânica Lois Kinder, de 44 anos, sofrer falência hepática, três paradas cardíacas e danos cerebrais devido ao consumo diário de um suplemento em goma comprado pela internet, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um pronunciamento aos brasileiros nesta quarta-feira (21).
Segundo a agência, a ashwagandha, erva asiática que promete relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa, não tem registro no Brasil. Sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são, inclusive, proibidos. A substância também não integra a lista de ingredientes autorizados para uso nesse tipo de produto.
O caso de Lois Kinder começou a ser investigado depois que a paciente apresentou sintomas graves e precisou passar por um transplante de fígado. Antes de iniciar o consumo da ashwagandha, ela mantinha uma rotina saudável. Durante um ano, ingeriu diariamente uma goma do suplemento após o café da manhã.
O produto, encontrado por meio do TikTok, era vendido por 5 libras, cerca de R$ 33. Os primeiros sinais surgiram em julho de 2025, quando ela passou a ter vômitos frequentes e percebeu que a pele e os olhos estavam amarelados. Ela procurou um clínico geral, que solicitou exames e uma tomografia do fígado.
Segundo a Anvisa, os suplementos alimentares são uma alternativa para complementar a alimentação.
Eles também podem ser úteis para pessoas que precisam aumentar a ingestão de algum nutriente ou praticam atividades físicas intensas.
De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada nº 243/2018, os suplementos alimentares devem ser produzidos com ingredientes autorizados pela agência e podem conter aditivos e ingredientes de uso tradicional em alimentos, adicionados ao produto para conferir sabor, cor, aroma, entre outras funções.
São produtos para consumo oral, em formas como comprimidos, cápsulas, pastilhas, pós e barras, destinados a suplementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. Nem todas as pessoas, contudo, precisam utilizar esses produtos.
A decisão deve ser avaliada com o auxílio de profissionais de saúde qualificados e considerar diversos fatores.
FONTE: NDMAIS
Link: https://ndmais.com.br/saude/o-que-e-ashwagandha-anvisa-alerta-que-suplemento-e-proibido-no-brasil/
