Preso há um ano, médico acusado de abusar de pacientes na Capital deve ter sentença nos próximos dias

Caso completa um ano nesta quinta-feira

foto

Desde 16 de fevereiro de 2016 o médico Omar César Ferreira de Castro, 66 anos, está afastado de seu consultório no Centro de Florianópolis. Atualmente, os poucos momentos em que coloca em prática suas práticas médicas é com os colegas de galeria no Presídio Masculino do Complexo Penitenciário da Agronômica, na Capital. Quando algum detentos passa mal, ele é chamado para prestar os primeiros socorros.

Há um ano, Omar está preso sob a acusação de abusar sexualmente de 12 pacientes. O nutrólogo foi indiciado pela Polícia Civil e teve a denúncia do Ministério Público (MP) aceita pela Justiça. Agora, ele espera pela sentença da juíza Denise Helena Schild de Oliveira, da 3ª Vara Criminal da Capital. A expectativa é que a decisão seja publicada nos próximos dias.

No dia 1º deste mês, a defesa entregou as últimas alegações. Agora depende apenas de Denise para que o futuro do médico seja decidido. O prazo para a sentença é de 15 dias, mas em casos complexos como esses a demora pode ser um pouco maior. Caso seja condenado, o médico pode recorrer ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SC).

Omar nega todas as acusações. Seu advogado, Alceu de Oliveira Pinto Junior, tentou habeas corpus para que o médico pudesse cumprir a pena em casa, o que foi negado pelo Tribunal de Justiça (TJ) no final do ano passado. O defensor diz que não prefere comentar o caso neste momento. Nos depoimentos à Polícia Civil, o médico justificou que tinha postura simpática e que foi mal interpretado.

No Conselho Regional de Medicina, ele teve o exercício profissional interditado cautelarmente. A punição tem validade de seis meses desde 21 de dezembro do ano passado.

Os casos

Os atos protagonizados pelo médico teriam acontecido nos últimos três anos dentro do consultório do nutrólogo — localizado no topo do Ceisa Center, na Avenida Prefeito Osmar Cunha. Em janeiro de 2016, o titular da Delegacia de Proteção à Mulher, Criança e Idoso da Capital, Ricardo Lemos Thomé, encaminhou a investigação à 3ª Vara Criminal do Fórum de Florianópolis para ser examinada pelo promotor de justiça Fernando Linhares da Silva Júnior.

Segundo Thomé, à época da prisão do médico, a conduta adotada — de mãos nas costas, massagem, carícias, toques sexuais, beijos forçados, constrangimento e uso da força — é comum nos relatos. O policial entendeu naquele momento que o médico preparou o consultório como um terreno seguro para satisfazer seus desejos sexuais. Ele comprova o raciocínio a partir dos depoimentos, que falam da distribuição das salas, do distanciamento entre a recepção e o local de atendimento, e do volume alto do som ambiente.

O denunciado já havia sido chamado na delegacia, onde negou as acusações. O delegado observa que mesmo depois desse comparecimento, no segundo semestre do ano passado, o médico não mudou a conduta com relação a essa prática. Em 28 de janeiro de 2016, pouco antes dele ser preso, uma vítima entrou com representação contra Omar por um fato ocorrido naquela manhã.

Se condenado, o médico pode pegar de seis a 10 anos de prisão por cada caso comprovado de abuso.



Fonte: Jornal de Santa Catarina

Peça Sua Música

...


Cidades





























Telefones Úteis















Estatística de Acessos


mod_vvisit_counterHoje28
mod_vvisit_counterOntem0
mod_vvisit_counterEsta Semana28
mod_vvisit_counterSemana Passada0
mod_vvisit_counterEste Mês28
mod_vvisit_counterMês Passado0


Agora: 24 visitantes online